A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou que o reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV) pode trazer “consequências severas” para o setor. Com a alta somada ao aumento de março, o combustível passa a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.
Segundo a entidade, o impacto vai além das finanças das empresas e pode afetar diretamente a oferta de voos no país. A tendência é de redução na abertura de novas rotas e possível diminuição da conectividade aérea, especialmente em regiões mais dependentes do transporte aéreo.
O aumento foi confirmado pela Petrobras e está ligado à disparada do preço do petróleo no mercado internacional, influenciada pela tensão no Oriente Médio. Mesmo com produção nacional relevante, os preços do QAV seguem a paridade internacional, o que amplia os efeitos das oscilações externas.
Embora a Abear não tenha confirmado reajuste nas passagens, companhias aéreas já indicam que os custos mais altos podem ser repassados ao consumidor. Além disso, medidas como redução de voos e revisão de planos de expansão já começam a ser adotadas por empresas do setor.



