O número de pessoas que vivem sozinhas no Acre quase dobrou na última década, segundo dados da PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE. O total passou de 24 mil pessoas em 2016 para 46 mil em 2025, um crescimento de 91,6%.
Atualmente, os domicílios unipessoais representam cerca de 14,4% das mais de 319 mil residências do estado. A maioria das pessoas que vivem sozinhas é composta por homens, especialmente na faixa etária de 30 a 59 anos. Ainda assim, o crescimento entre as mulheres chama atenção, com aumento de 125% no período.
Entre os fatores que explicam essa mudança estão transformações sociais e econômicas, como maior independência financeira, aumento do número de divórcios e a busca por autonomia. Além disso, o crescimento dos imóveis alugados também contribui para esse cenário, já que facilita a saída de jovens e adultos da casa da família.
Para muitos, morar sozinho representa liberdade e privacidade. É o caso de moradores de Rio Branco, onde a procura por imóveis individuais tem crescido. A tendência, segundo especialistas, é de continuidade desse movimento, acompanhando mudanças no estilo de vida e nas relações familiares.



